Aquela sensação de novo. As minhas unhas pedindo para serem comidas, como se me adiantasse de algo.
A minha respiração está alterada, nem sei se mais lenta, ou rápida. Meus dentes, se batendo sem direção já estão
quase virando música para meus ouvidos. Posso ouvir a brisa também, bem de fundo.
É a melhor sensação do mundo. Óbvio que nem se compara com aquela liberdade idealizada que todos pensam que tem.
É exatamente o contrário, é o controle. O controle de mim, como se eu pudesse recorrer ao botão de mudo ou avanço a hora que eu quiser.
Eu estou no controle, e isso nem me assusta mais. Eu estou no comando, e sei o que fazer! Sei o que eu quero.
As árvores estão balançando lá fora, a noite está escura, e eu não estou com medo. Eu estou bem.
Os barulhos estranhos, as portas se mexendo com o passar das horas não me encomodam, eu posso sentir, eu posso sentir o meu equilíbrio.
Gente, mas eu estou até sem meu cobertor! Ele está jogado ali no canto, protegendo o nada agora.
Afinal, eu me protejo, e muito bem por sinal. Liberdade não tem nada a ver com liberdade, tem a ver com independência.
Luz não tem nada a ver com energia, e sim com iluminação. Isso, iluminada! É o que está acontecendo agora, eu estou brilhando,
naquele cintilante bem forte!
Eu sou todas aquelas cores misturadas lá fora, eu sou o centro. Eu sou o que eu posso. Eu e meu paradeiro, o que me faz seguir:
Meu sonho: Aquele que acabei de deixar atravessar a minha cortina.
domingo, 29 de janeiro de 2012
domingo, 7 de agosto de 2011
O texto.
Acordo cedo e penso: se não fizer por merecer, não merecerei.
confusa eu, não? ah, é bem dificil encontrar motivos para levantar da minha cama, todos os dias, e sorrir. Só sorrir.
O engraçado que é a gente acorda pensando em sorrir e dorme pensando em chorar. Pelo menos eu sou assim.
Eu não sei se o problema é esse, mas eu não sei lidar com fins, pontos finais. Talvez por isso o fim do dia me soe tão triste,
é fim. E o fim nunca é bom.
24 horas são-me poucas para pensar. Preciso pensar mais, correr mais, suar mais. Preciso de mais. Demais.
Minhas palavras saem num piscar de olhos, num espirro de idéias, que acaba rápido.
Aí vem aquela nostalgia: Minhas palavras acabaram, tenho muito a dizer e pouco a oferecer.
Não espero que o que eu escrevo toque o coração de alguém. O que eu escrevo toca o meu coração. Minhas palavras, ainda que meio trêmulas,
são muito, muito valiosas.
Sensibilidade mórbida não é comigo. Às vezes eu só queria mesmo me desandar a falar um monte de besteiras e palavras sem sentido.
Ah, concerteza eu me daria bem nisso. Mas não ter sentido parece mais difícil ainda de escrever, não acha?
Como tentar escrever, expressar, explicar, algo que nem eu mesma entendo?
Esses dias peguei-me revirando o pãssado. Doloroso.
Lembrei de um amor tão antigo, tão esquecido. O meu passado é como um armário velho, guardado no sótão.
Nesse armário há muitas lembranças boas, risadas, carinhos, natais. Família.
Mas esse amor , já tão embolorado, está lá no fundo. Debaixo do pó, muito pó.
Esse amor, é como um anel..Aquele que você não vive sem durante alguns meses. Depois esquece um dia, depois uma semana...
Até se acostumar sem ele.
E durante um longo tempo você sente falta, procura e não acha. Depois, como tudo na vida, você se esquece.
Até que que um dia, você arruma seu guarda roupa para retirar o que já não lhe interessa, você o encontra.
Abre aquela caixinha tão esbranquiçada e sorri. Sorri com lágrimas nos olhos. Na noite seguinte,
você até pensa em tentar colocá-lo, forçá-lo. Mas não adianta, ele não pertence mais a você, não lhe cabe. Te sufoca, prende-te o sangue.
Aquele anel, que já foste tão valioso, já não lhe serve mais. Está torto e extremamente pequeno diante de você, do que você se tornou.
E ainda assim, você sorri. Com certeza um sorriso triunfante.
quinta-feira, 23 de junho de 2011
Cale-se diante de mim.
O problema sou sempre eu! Eu me apego demais, eu amo demais, eu me importo demais, eu me preocupo demais e , consequentemente,
eu me machuco demais.
Eu já tentei entender TUDO, já perdoei...Na verdade, pra ser sincera mesmo, nunca me senti valorizada.
O ato mais difícil do mundo é o de perdoar, requer humildade, sabedoria. Eu perdoo, mas não por obrigação, por necessidade,
por mais que eu esteja dolorida, magoada, eu não sei guardar isso dentro de mim. Infelizmente, não existe uma seção no meu
sibsconsciente " pessoas que merecem o meu ódio " .
Eu sei que a raiva machuca, o ódio machuca, a vingança machuca..Mas o meu desprezo, ah, esse mata. Destrói.
Meu silêncio é profundo, é insuportável, é desprezível. Quando eu me calo, significa que o meu coração está fechado, celado.
Eu passo horas trancada dentro de mim mesma, mergulhada nos meus pensamentos.
Esperneio quietamente, me destruo com meu próprio olhar no espelho. Eu choro, sempre. Mas eu não me calo.
Quando a gente se omite, a gente se torna invisível, sem desejos, sem vontades, sem atitudes.
Só pergunte a minha opinião se realmente quiser a verdade, não minto para ser simpática, nem pra parecer sensível.
A minha sensibilidade não diz respeito a ninguém, nem meu caráter, nem nada.
Sou ilimitada, portanto não menospreze a minha capacidade de lhe fazer mal.
Um eterno recomeço.
Me disseram que a impaciência é um dos meus piores defeitos. E eu educadamente, respondi: Obrigada.
Não é que eu me orgulhe do meu defeito, de maneira nenhuma. É que eu não o considero assim.
Não gosto da ideia de sentar à beira da estrada e esperar a minha vida passar. Não quero disperdiçar sequer um minuto.
Mesmo que seja um minuto de choro, de dor. Se aconteceu, é pra ser vivido! E ponto.
Não fujo do meu destino, até porque, eu acredito muito nele. Sou impaciente mesmo, quero viver, tenho sede de vida..
Quero amar, sofrer, gritar, cair, levantar..E no fim, se é que ele realmente existe, recomeçar.
A última vez que me lembro de ter chorado, foi por uma tolice. Mas a última vez que fui destroçada, despedaçada..Ah, dessa
eu me lembro bem, as cicatrizes doem até hoje, no frio principalmente. Como uma ferida não muito bem cicatrizada.
No inverno, me reviro dentre os meus cobertores, pra doer menos. Para repuxar menos.
Odeio quando o passado volta, pra me machucar. E o pior, é que machuca.
Depois de decepções, aparecem pessoas novas, pessoas melhores, pessoas que te deixam bem, relações saudáveis.
Já amei incondicionalmente, já fui capaz de cometer loucuras e insanidades. Mas agora não..Agora eu amo quem me ama...
Agora eu quero que me quer, e hoje, eu descobri que essa é a tradução da minha felicidade.
Agora eu tenho quem aqueça o meu inverno, alguém que sussurra em meu ouvido um ' eu te amo '. Alguém que me faça dormir como um anjo.
Alguém que eu amo, inevitável e irrevogavelmente.
domingo, 5 de junho de 2011
Já que perguntaram...
Ridicularizo pessoas que são contra o casamento.
Tudo bem que eu acho inaceitável aquela frasezinha clichê: até que a morte nos separe.
Não que eu não queira me casar, ou algo assim. Mas sou contra.
O real, nem sempre é dito, porque não gostamos de escutá-lo. Mas deveria ser:
Até que a vida nos separe. Até que alguém nos separe. Até que se descubra um amante. Até que eu encontre uma marca de batom em
sua roupa. Até que existam muitos " atés " para um pobre amor suportar. Desgaste. Isso sim, até que o desgaste nos separe.
Momentos felizes existem sempre. Risadas, palavras de carinhos, cafunés, cócegas.
O difícil, quase impossível na verdade, é estar ali naquela famosa " hora do vamos ver! ".
Já conheci amores que superaram tudo. Superaram intrigas, traições, desprezo, grosseirias. Tudo. E duraram muito.
E já ouvi falar de amores que duraram cinco dias, muito bem vividos, diga-se de passagem.
Na minha humilde opinião todo amor é eterno. Até aquele que nem mesmo amor é.
Aprendi, depois de um longo período de quedas e re-quedas, que quando você se pergunta se ama alguém e a resposta é NÃO SEI, é porque você ama.
Quando a gente não ama, a gente sabe. Amor não tem definição. É mais que sentimento, e menos que razão, teoria, hipótese ou até menos que sexo.
São tantos tipos de amor, e eu não me refiro entre amor de mãe, irmão.
Me refiro a amor, atração, entre homem e mulher. Podem ser de tantos jeitos diversos. Amar duas pessoas ao mesmo tempo é mais que possível: É humano. Completamente humano.
Se existem pessoas diferentes, existem amores diferentes, para mim, isso é uma constatação indiscutível. Diferentes intensidades,
diferentes forças, e principalmente, diferentes loucuras a se fazer.
Amar não é realizar um sonho, é deixar que um sonho de realize dentro de você.
Tudo bem que eu acho inaceitável aquela frasezinha clichê: até que a morte nos separe.
Não que eu não queira me casar, ou algo assim. Mas sou contra.
O real, nem sempre é dito, porque não gostamos de escutá-lo. Mas deveria ser:
Até que a vida nos separe. Até que alguém nos separe. Até que se descubra um amante. Até que eu encontre uma marca de batom em
sua roupa. Até que existam muitos " atés " para um pobre amor suportar. Desgaste. Isso sim, até que o desgaste nos separe.
Momentos felizes existem sempre. Risadas, palavras de carinhos, cafunés, cócegas.
O difícil, quase impossível na verdade, é estar ali naquela famosa " hora do vamos ver! ".
Já conheci amores que superaram tudo. Superaram intrigas, traições, desprezo, grosseirias. Tudo. E duraram muito.
E já ouvi falar de amores que duraram cinco dias, muito bem vividos, diga-se de passagem.
Na minha humilde opinião todo amor é eterno. Até aquele que nem mesmo amor é.
Aprendi, depois de um longo período de quedas e re-quedas, que quando você se pergunta se ama alguém e a resposta é NÃO SEI, é porque você ama.
Quando a gente não ama, a gente sabe. Amor não tem definição. É mais que sentimento, e menos que razão, teoria, hipótese ou até menos que sexo.
São tantos tipos de amor, e eu não me refiro entre amor de mãe, irmão.
Me refiro a amor, atração, entre homem e mulher. Podem ser de tantos jeitos diversos. Amar duas pessoas ao mesmo tempo é mais que possível: É humano. Completamente humano.
Se existem pessoas diferentes, existem amores diferentes, para mim, isso é uma constatação indiscutível. Diferentes intensidades,
diferentes forças, e principalmente, diferentes loucuras a se fazer.
Amar não é realizar um sonho, é deixar que um sonho de realize dentro de você.
segunda-feira, 14 de março de 2011
Não, não há regra
Eu em uma palavra? INTENSA.
Sou intensa em tudo que eu faço. Se amo, amo muito e de verdade. Se eu odeio, odeio com todas as minhas forças.
Intensidade não é estado de espírito nem uma escolha. É às vezes um defeito, às vezes uma qualidade.
O lado bom, é que não se disperdiça oportunidades, vive o que há para viver e pronto, sente, grita chora, esperneia e depois, passa.
O lado ruim é quando se sofre. Sofre-se como um todo, dói não só o seu coração, dói seus pensamentos, dói seu corpo, suas mãos, afeta
seu equilíbrio. Dói seus pés, dói a barriga. Dura mais tempo. Queria que só houvesse lado bom, que só houvesse os momentos. Afinal,
é disso que a vida é feita, momentos. É visível, só somos felizes em momentos de intensidade, momentos únicos. A felicidade não é
um todo, como a dor, a felicidade é picadinha, dividida em pedacinhos de cenas que te levam a um lugar ao qual você nunca foi.
//Jade K.
sexta-feira, 11 de março de 2011
Sirva-se
Tudo é tão desgastante. Não pensava que tudo era assim. Tão medíocre.
Nessa hora, onde estão aquelas histórias duradouras. Como pude ser tão tola? Ingênua?
Só agora percebi a capacidade divina do esquecimento. O esquecer que me parecia tão assustador, e é tão fraco.
Agora sim, pisoteio-te esquecimento, esquecido. Afogo-te na poça de lágrimas que ainda não secou.
Somente eu estou seca. Oras, obrigada Senhor. Que sensação maravilhosa, que satisfação.
A mediocridade serviu-me para algo. O medíocre também.
A luta não foi disperdiçada, e a guerra não foi à toa. Nem muito menos a guerreira.
O "nunca" foi abandonado. E o "sempre" condenado. Fraco! Isso sim resumi-te. Aos meus olhos é pior do que covarde, e fede mais que medroso.
Humano? Ah, sim. E o que é humano? Errar! Isso sim é humano. Enganar não, mentir não, fraquejar não.
Denomina-se asquerosamente: AMOR. É, pode ser. Talvez eu que não saiba nada sobre isso. Dane-se, chegou minha vez de falar e esganar
os lixos ao meu redor. Que me cercam.
Não é questão de solução, tão pouco de sofrimento ou dor. Trata-se de nojo.
Pois bem, agora sirva-se. Desiluda-se, não sou mais eu o prato da noite. // Jade K.
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